domingo, 27 de dezembro de 2009

Dicas para um café perfeito

O melhor barista dos Estados Unidos e uma especialista em café gourmet no Brasil explicam como deixar o café caseiro mais saboroso.

A maioria das pessoas relaciona o café com o término de uma refeição: como ingrediente da sobremesa, em tortas ou pavês, ou na xícara. Mas há aqueles que vão além dessa convenção. O líquido extraído desse grão tem um sabor tão cheio de personalidade que também pode ser usado em entradas e pratos principais (confira as receitas abaixo). E quando ele se transforma no ingrediente principal (e único), todo cuidado é pouco. Por isso há tantos especialistas em café ao redor do mundo.

Nas cafeterias gourmet, que cresceram em ritmo acelerado no Brasil nos últimos anos, os baristas esmeram-se para conseguir o equilíbrio perfeito entre dose, temperatura da água, tempo de extração da bebida, pressão, distribuição no porta-filtro (onde o pó é colocado, antes de ir para a máquina de expresso)... São muitos os detalhes que devem ser levados em conta. "Tem que ajustar a dose de acordo com o café", diz Michael Phillips, melhor barista americano de 2009 e terceiro lugar no campeonato mundial da classe. Segundo ele, além da secagem, torração e moagem do grão, a temperatura e a umidade do dia influenciam na bebida. Seu paladar apurado contribui para que ele faça um café perfeito – afinal, é provando a bebida que o barista chega ao ponto desejado. O melhor produto, para Phillips, é o mais novo possível: grão colhido há pouco e moído recentemente (no máximo, três meses e duas semanas, respectivamente).


"O café expresso é como se fosse uma lente de aumento", diz Phillips, que veio ao Brasil para a aula magna da Escola de Baristas do Suplicy Cafés. "Ele amplifica tudo no grão que está sendo usado, todos os defeitos e qualidades", afirma. Na cafeteria onde trabalha, Intelligentsia, em Chicago, cada máquina é operada por apenas um barista, responsável por sua regulagem e, obviamente, pela qualidade do produto final. Para isso, os clientes esperam mais e também pagam mais. A empresa é considerada top de linha e usa grãos brasileiros em seu blend – mistura de grãos diferentes. Para Phillips, o café brasileiro é excelente, embora afirma não usá-lo tanto quanto gostaria.


Se o expresso é uma lente de aumento para a qualidade do grão, o café de coador, tão comum por aqui, é a melhor maneira de preparar o produto em casa. Há cafeteiras de expresso para uso residencial, mas, em geral, são grandes e caras. "Cada sachê custa até R$ 3", diz Marília Faria, do Madamme Dorvilliers, dono do título de melhor café gourmet pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). As diferenças entre o café expresso e o de coador são, basicamente, a pressão da água (alta no expresso e natural no coador) e a moagem do grão. A moagem perfeita não permite que a água passe nem muito depressa nem tão devagar. "Quanto mais a água fica em contato com o pó, mais cafeína extrai dele", diz Marília. Ela conta que "os 10 primeiros segundos da extração revelam os atributos de aroma e sabor".


Confira outras dicas para fazer do seu café caseiro um café profissional.


Dicas de Michael Phillips
• Comprar café novo e torrado há pouco tempo;


• No supermercado, a primeira coisa que você tem que ver é quando o café foi moído. Tem que ser no máximo há duas semanas. Depois, ele perde o sabor;

• Altas temperaturas deixam o café ácido e com gosto de queimado. Já uma água fria não extrai seu sabor adocicado.


Para saber o ponto certo da água, tire a chaleira do fogo quando a água ferver e espere de 10 a 15 segundos.


Dicas de Marília Faria
• Para chegar à temperatura ideal da água, compre um termômetro culinário. Ela deve estar entre 90º e 95º;


• A proporção clássica de pó para água é de 10ml de água para 1g de café – ou 30g de café para um copo comum de água;


• O café deve ser consumido na hora em que é coado e nunca ser reaquecido, como acontece nas cafeiteiras elétricas;


• A água não pode passar mais de uma vez sobre o mesmo pó. Por isso, jogue-a bem no centro do coador. Jogar água na borda do coador significa fazer a bebida da borra do café, com muita cafeína e gosto de queimado;

• Depois de aberto, o café não precisa ficar na geladeira. O que o estraga é o contato com oxigênio, luz e calor excessivo. É mais importante colocá-lo num pote bem vedado do que em ar refrigerado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pavlova de Morango


Receita de Nigella Lawson
Tempo de preparo: 2 horas, mais até 2 horas para macerar

Ingredientes
Para o suspiro:
4 ovos brancos
Pitada de sal
1 ¼ xícara de açúcar superfino
2 colheres de chá de amido de milho
1 colher de chá de vinagre de vinho branco
Algumas gotas de extrato de baunilha
Para o creme:
- 1 litro de leite
- 3 colher (sopa) de amido de milho

- 2 gemas
- 1 colher (sopa) de essência de baunilha
- 1 lata de leite condensado
- 200 ml de creme de leite fresco
Se precisar coloque mais amido para o  creme ficar bem firme




Para a cobertura:
250 gramas de morango, cortados aos meio ou em quatro partes
½ colher de chá de extrato de baunilha de boa qualidade
½ colher de chá de vinagre balsâmico de boa qualidade
1 colher de chá de açúcar superfino
2 xícaras de nata


1. Para preparar o suspiro: aqueça o forno a 350ºC. Alinhe uma folha de assar com papel vegetal, e desenha um círculo no papel usando uma forma de 20 a 22 centímetros como guia. Na tigela de um mixer elétrico, misture claras de ovo e sal. Comece a bater em velocidade baixa, aumentando lentamente para alta. Prossiga até que picos brilhantes comecem a se formar; acrescente gradualmente açúcar, uma colherada por vez, até que o suspiro fique firme e com brilho.


2. Salpique o  amido, vinagre de vinho branco e baunilha, e dobre gentilmente. Coloque no papel vegetal em forma de círculo, e molde em um disco, alisando o topo e amaciando as laterais. Coloque no forno, e imediatamente reduza o calor para 300 graus. Asse por 1 hora e 15 minutos. Desligue o calor, e deixe o suspiro esfriar completamente no forno.


3. Para preparar a cobertura: em uma tigela para misturar, misture morangos, baunilha, vinagre balsâmico e açúcar. Cubra com papel plástico. Deixe descansar em temperatura ambiente pelo menos por 15 minutos e até por 2 horas.


4. Para servir, inverta o suspiro em um prato, e descasque cuidadosamente o papel vegetal. (O topo crocante do suspiro agora estará contra o prato com o lado de baixo tenro virado para cima.) Faça creme até que esteja grosso o bastante para segurar os picos, e espalhe-o por igual sobre o suspiro. Cubra o creme com morangos, permitindo que uma pequena quantidade do líquido escorra no creme. Sirve imediatamente.
Rendimento: 6 porções. IG Gourmet

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bife à milanesa



Receita do chef Alex Atala, do restaurante Dalva e Dito, UOL
Rendimento: 4 porções

Ingredientes:
1 kg de coxão mole em 4 bifes grandes
150 g de farinha de trigo
250 ml de leite
200 ml de óleo de milho
1 ovo
200 g de farinha de rosca de pão de milho
1 ramo de alecrim
sal
pimenta-do-reino


Modo de preparo:


1. Bata o bife até ficar fino;


2. Tempere com sal e pimenta;


3. Passe na farinha de trigo e tire bem o excesso;


4. Misture o ovo com leite e tempere com sal e pimenta;


5. Passe novamente o bife no ovo;


6. Em seguida, passe na farinha de rosca de pão de milho;


7. Aqueça a frigideira e coloque o óleo;


8. Frite os bifes em óleo quente.





Dicas do chef:


1. Para deixar a carne mais aromática, coloque o ramo de alecrim no leite em que o bife é passado e no óleo em que bife vai ser frito;


2. Nunca frite em óleo frio;


3. Evite carnes altas, pois, no momento da fritura, ela libera sangue e água, deixando o bife pouco crocante.

Grau de dificuldade: Fácil

Tempo de preparo: Aproximadamente 20 minutos

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Mitos e verdades: carne de porco

Getty Images

A carne suína é cercada de tabus, por já ter sido considerada extremamente gordurosa e fazer mal à saúde.
Mas o que poucos sabem, é que de meados da década de 80 até hoje, o suíno perdeu 31 % de sua gordura, 14 % de calorias e 10 % de colesterol e sua carne tornou-se saudável e muito saborosa
Isabela Trocolli

Buscando as respostas concretas para desmistificar todas as incertezas que rondam os porquinhos, tal qual o lobo mau, falamos com a nutricionista Patricia Scarfoni Negrão, do Hospital Samaritano de São Paulo.

A carne de porco é prejudicial à saúde humana
Mito
A carne suína disponível atualmente não merece os conceitos errôneos de que é gordurosa e faz mal à saúde. Ao contrário, trata-se de um alimento nutritivo e saboroso, muito equilibrado em sua composição e, que pela sua abundância em vitaminas e minerais, deveria ocupar um maior espaço na mesa do consumidor brasileiro.

A carne de porco causa doenças
Mito
Existe um mito de que a carne de porco transmitiria a cisticercose. Porém, a doença pode ser provocada por qualquer tipo de carne (suína ou bovina) ou verduras e frutas mal lavadas. Atualmente, com as técnicas utilizadas nas suinoculturas, é praticamente impossível a contaminação. Os animais criados soltos têm maior probabilidade de transmitir o problema. A contaminação por carne bovina ainda é alta, pois os animais necessitam de pastagens.
Atualmente, por conta do excesso de hormônio, a carne de porco é mais saudável que a carne de frango
Nem um, nem outro
A carne de porco hoje em dia é mais saudável, mas por causa de um processo de melhora na criação desses animais. Em relação aos hormônios da carne de frango, segundo pesquisadores da Embrapa, o maior ganho de peso e eficiência das aves é devido ao somatório dos resultados de 40 anos de pesquisas em seleção genética, determinação de 3 exigências nutricionais e balanceamento de cada nutriente e energia das dietas, ambiência adequada com controles de temperatura, umidade do ar e ventilação das instalações.

Desde 1980, a carne de porco perdeu 31% do seu nível de gordura, 14% de calorias e 10% de colesterol. Essas mudanças se devem aos avanços da genética, através do cruzamento e seleção de animais. O percentual de carne magra era de 50% antes da década de 80. Atualmente, a carne magra representa de 58% a 62%.

Além disso, a carne suína possui mais gorduras "desejáveis", chamadas de insaturadas (65%), do que gorduras "indesejáveis", conhecidas como saturadas (35%). O que é muito apreciado por nutricionistas. O alimento também é rico em ácido linoleico, que neutraliza de forma eficaz os efeitos negativos do ácido palmítico, que é uma gordura saturada.

Não se deve ingerir carne de porco após fazer tatuagem - MitoMito infundado, a carne de porco não tem nenhuma relação com a tatuagem, ou seja, pode ser ingerida sem problemas desde que preparada de maneira correta.

Carne de porco mal cozida pode transmitir parasitas
Verdade
Sim, toxoplasmose e teníase – causadora da cisticercose.

A carne de porco é muito gorda, com altos níveis de colesterol e de difícil digestão
Mito
Atualmente, o nível de colesterol contido na carne de um suíno é semelhante às outras carnes (bovinos e aves) e está perfeitamente adequado às exigências do consumidor. É importante saber que a quantidade de colesterol não está diretamente relacionada à quantidade de gordura.

Um exemplo claro disso é o camarão, que apesar de ter menos gordura do que o suíno, apresenta taxas maiores de colesterol - de 97 a 164 mg/100g, enquanto a carne suína tem entre 56 e 97 mg/100g de colesterol.

Outro exemplo:
O nível de gordura em 100g lombo cozido é de aproximadamente 6,7g, enquanto em 100g de filé mignon cozido chega a 10g

A carne de porco é mais gorda que as outras
Mito
Não. Além disso, a carne suína possui maior quantidade de gorduras “boas”, chamadas de insaturadas do que gorduras "ruins", conhecidas como saturadas. A gordura de porco tem cerca de 65% de insaturadas, contra 35% das saturadas. O que é considerado um boa característica. O alimento também é rico também em ácido linoleico, que neutraliza de forma eficaz os efeitos negativos do ácido palmítico, que é uma gordura saturada.

Carne de porco causa alergia
Mito
Apesar de frequentemente ser referida pelas pessoas como causadora de sintomas alérgicos, alergias são raramente causadas pela carne suína. Os alimentos desencadeantes de alergia alimentar variam de acordo com a idade de exposição e com os costumes regionais, além de outros fatores. São aceitos como principais alimentos relacionados à alergia alimentar: leite de vaca, ovos, amendoim, soja, nozes, peixes e frutos do mar.

Carne de porco provoca homossexualidade
Mito
A afirmação, divulgada no site da organização muçulmana Ahmadiyya, é um mito infundado.

Carne de porco é considerada a mais saborosa das carnes
nem um, nem outro
A carne suína é macia e tem um sabor muito agradável, que é o motivo de sua grande aceitação. Em pesquisa recente, a aceitação desta carne, quando relacionada ao sabor, foi de 92%. Porém, essa mesma pesquisa mostrou o desconhecimento da população brasileira. Cerca de 35% dos entrevistados referiu-se ao alimento como perigosa e nociva a saúde.

Usar limão na carne de porco diminui a gordura e melhora a digestão
Mito
É um grande mito popular dizer que temperar a carne com limão diminui a gordura e auxilia a digestão. Isso não é verdade. A quantidade de gordura continua sendo a mesma e o processo de digestão também.

Mas não é por esses motivos que você pode sair por aí se empanturrando de leitão à pururuca e torresmo, né?
Fonte: IG Gourmet

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mitos e Verdades: Manteiga

Tem gente que sai correndo para longe da manteiga – e acha que está fazendo melhor negócio usando margarina. Será mesmo?
Flávia Pegorin, IG Gourmet
Nem vamos tocar no assunto “sabor”, porque é um critério mais subjetivo (e é bem provável que, aí, a manteiga daria mesmo uma sacolada na margarina). O fato é que a briga entre esses dois produtos vai muito além do sabor – e causa dúvidas na cabeça de todo cozinheiro. A margarina é vista como mais saudável, a manteiga é vista como a alma de muitas receitas. Para desmistificar um pouco a aura de vilã que a manteiga ganhou nas últimas décadas, consultamos a tecnóloga de alimentos Silvia Tavares, de São Paulo. E eis a verdade.

Em termos culinários, a margarina dá o mesmo efeito que a manteiga?
Não.
Para ficar mais claro, é preciso dizer que a manteiga é um derivado do leite, sendo obtida por meio do batimento do creme de leite (a nata). Já a margarina é obtida por meio da hidrogenação de óleos vegetais, produzida por meio de um processo onde as moléculas de hidrogênio são incorporadas às moléculas de gordura artificialmente.
Sendo um produto “natural”, a manteiga ganha muito em cremosidade (e também em elasticidade, o que se reflete muito no feitio de massas, por exemplo). Além disso, a margarina possui muita água em sua composição, o que não ajuda muito as receitas. Untar formas com margarina, por exemplo, é um tiro que sai pela culatra.

A manteiga tem mesmo muita gordura?
Um estudo do Inmetro avaliou cinco marcas de manteigas e margarinas. E, nesse caso, o baile é óbvio. As manteigas tiveram altos teores de colesterol e gordura saturada – a média de consumo diário desse produto é de 20g, o que representa, em valores, metade do que podemos consumir de gordura saturada diariamente. A margarina obteve, na média, menos da metade do valor de gordura saturada das manteigas, o que indica uma vantagem para quem possui problemas com alta taxa de colesterol.

E com relação ao colesterol?
Por ser um produto de origem vegetal, a margarina não tem colesterol.

Mas e a gordura trans?
Na verdade, é aí que a coisa complica. De maneira geral, é comum consumir margarina para evitar o colesterol e as gorduras saturadas presentes na manteiga. Porém, as gorduras trans são outro departamento (e elas estão presentes na maioria das margarinas). Elas inibem a ação de enzimas específicas do fígado, o que favorece a síntese do colesterol.
Assim, o consumo de margarina com gordura trans causa o aumento dos níveis de colesterol e triglicérides e a diminuição do HDL (bom colesterol) de forma indireta. Além do aumento dos níveis de colesterol, estudos indicam que a gordura trans faz com que as membranas percam flexibilidade, dificultando a transmissão de impulsos nervosos, o que pode estar relacionado com a depressão. Portanto, quem busca diminuir os níveis sanguíneos de colesterol deve evitar alimentos com gorduras hidrogenadas, como por exemplo, as margarinas.

Mitos e Verdades; Açúcar Mascavo

Ele é tido como o “irmão bonzinho” do açúcar refinado. O açúcar mascavo, na verdade, tem apenas algumas vantagens – mas vantagens muito nutritivas
Flávia Pegorin, IG Gourmet
Vamos começar colocando as cartas na mesa: o açúcar mascavo nada mais é do que um alimento obtido da concentração do caldo-de-cana, do mesmo modo que o açúcar refinado que a maioria de nós consome. O que os diferencia é que o processo para obtenção do tipo mascavo “acaba antes”, ou seja, ele é duas ou três vezes menos refinado que o açúcar branco.
Isso faz com que o açúcar mascavo contenha menos aditivos químicos (usados no processo de branqueamento e clarificação) e mantenha mais nutrientes originais da cana. Sua cor final, assim, fica bem diferente do branquinho clássico – e pode variar do dourado claro ao marrom mais escuro em função da variedade de cana e da estação do ano em que ela foi colhida.
Mas apesar das diferenças para o açúcar refinado serem apenas essas, o tipo mascavo acaba sendo foco de algumas dúvidas.
Faria melhor à saúde? Seria melhor amigo da dieta? Com as explicações, a nutricionista Laura Amaral, de São Paulo.
O açúcar mascavo tem menos calorias que o refinado.
Verdade.
Mas não muito menos. Em relação às calorias, o açúcar refinado tem 99 calorias em cada 100 gramas, enquanto o açúcar mascavo tem 90 calorias a cada 100 gramas.
O açúcar mascavo é mais saudável.
Verdade.
O processo de refino e descoloração do açúcar retira proteínas, vitaminas e sais minerais do caldo da cana-de-açúcar. O açúcar mascavo, por outro lado, mantém proteínas, gordura, cálcio, fósforo, ferro, vitamina B1, B2, niacina, vitamina C, sódio, potássio, magnésio, cobre e zinco, enquanto o branco contém zero desses nutrientes. E, segundo algumas pesquisas, o açúcar refinado ainda rouba minerais do organismo ao ser digerido e absorvido, o que é mais um ponto negativo para ele.
Diabéticos podem comer açúcar mascavo normalmente.
Mentira.
Pessoas com diabetes podem, sim, consumir açúcar mascavo – assim como o refinado, numa porção mínima. Isso porque ele é igualmente absorvido pelo sangue e eleva a glicemia a níveis semelhantes aos do açúcar comum.
Mas o mascavo adoça bem menos que o refinado...
Mentira.
O açúcar mascavo adoça igualmente quando comparado ao açúcar comum, pois eles têm teores de sacarose muito equivalentes. O que acontece é que a maioria das pessoas está mais acostumada ao açúcar refinado, que adoça imediatamente, enquanto o mascavo leva um tempo extra para desprender sabor.

Você considera a maionese uma inimiga da sua dieta? É bom repensar essa questão

Flávia Pegorin, IG Gourmet
Os franceses e sua culinária cheia de sofisticação não hão de gostar muito dessa lembrança. Mas a verdade é que a popular maionese nasceu lá, na França mesmo. Sob o nome de “mahonnaise”, ela foi criada em 1756 pelo cozinheiro do Duque de Richelieu, o general que acabara de sair vitorioso de um longo cerco na ilha de Menorca. O chef precisava estar sempre atendendo ao paladar apurado do patrão e, certo dia, decidiu criar um molho que fosse leve e saboroso – uma emulsão.

Emulsionar quer dizer misturar ingredientes que, naturalmente, não se juntam. Batendo então o azeite com limão, ovos e temperos, criou-se a maionese. E, até hoje, a receita é quase a mesma – mas a pecha de vilã do regime marcou a maionese fortemente. A nutricionista Paola Ladeira Pinho, no entanto, tem explicações mais detalhadas para desmistificar essa má fama da maionese.

Ela é rica demais em gorduras.
Mentira.
Uma colher de sopa de maionese industrializada tradicional tem, em média, 40 calorias (variando entre as marcas e os tipos de produto). O óleo usado na preparação em geral é vegetal, que contém gorduras consideradas boas para nosso organismo, como as polinsaturadas e as monoinsaturadas. Elas não aumentam o colesterol e, além disso, não contêm gordura trans, que não está presente nos óleos vegetais. Dependendo do óleo utilizado na preparação, algumas maioneses ainda podem trazer substâncias benéficas como o ômega-3 para a alimentação. Ou seja: consumindo com parcimônia, a maionese pode ser uma amiga da dieta, não a vilã.


Não se pode confiar em versões light.
Meia verdade.
Sempre vale o alerta: dizer que um produto é light apenas mostra que ele tem teor reduzido de alguma substância na composição (que pode ser gordura, açúcar, sal, etc.). Em geral, a maionese light tem, sim, menos calorias que a maionese tradicional – mas o importante mesmo é sempre verificar e comparar os rótulos dos produtos para ter certeza de estar comprando o alimento desejado.


Maionese jamais pode ser congelada.
Verdade.
Por levar ovos na preparação, não é recomendável congelar alimentos que levam maionese, muito menos a própria sozinha. Além disso, pode acontecer uma grande alteração de textura com ela quando a água do alimento, óleo e demais ingredientes se separam, a chamada “quebra de emulsão”. Isso tem grande chance de acontecer – e de estragar a receita congelada.


Maionese caseira não tem nada a ver com a industrial.
Meia verdade.
A consistência é o principal diferencial entre as duas. A maionese industrial comum costuma levar 65% de gordura na composição (cheque rótulos para ter certeza sobre teores de gordura e calorias do produto), mas isso ainda é menos do que costuma levar a maionese caseira. É o processo industrial que a deixa com textura mais espessa. Quanto à maionese caseira, tudo depende do modo como ela é feita (o ideal é usar um bom azeite extra-virgem em quantidade controlada). Para passar no pão, a industrial se mostra mais apropriada, mas a maionese feita em casa também fica ótima em uma salada de batatas, por exemplo.

O único cuidado é que, como a maionese caseira não é cozida industrialmente, é importantíssimo usar ovos de boa procedência para evitar infecções por bactérias. Na geladeira, a maionese caseira dura apenas 2 ou 3 dias por não conter conservantes – como a industrial, que dura até 30 dias. Cada qual tem suas vantagens, portanto.